sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Como se faz uma Bíblia? Por dentro da gráfica que já produziu 215 milhões de exemplares em 88 idiomas

Em Barueri, na Grande SP, 40 máquinas transformam milhares de páginas em livros que chegam ao Brasil e a outros 122 países.




A cada três segundos, uma Bíblia sai pronta de uma linha de produção. Em um minuto, são cerca de 20 exemplares. Em uma hora, são cerca de 1,2 mil.

Para manter esse ritmo, 40 máquinas funcionam continuamente e transformam milhares de páginas impressas em livros que vão chegar às mãos de leitores no Brasil e em outros 122 países.

É em Barueri, na Grande São Paulo, que acontece essa operação. Em um galpão de 7.134 metros quadrados, 350 colaboradores trabalham exclusivamente na produção de Bíblias. Por dia, cerca de 30 mil exemplares ficam prontos na unidade.

Segundo a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), responsável pela gráfica, o espaço é considerado o maior da América Latina dedicado exclusivamente à impressão de Bíblias. Já a maior gráfica do mundo que produz Bíblia fica na costa leste da China.

Em 2024 e 2025, a unidade produziu, em média, 8 milhões de exemplares por ano. Desde a inauguração, já foram 215 milhões de Bíblias produzidas, 30% delas destinadas à exportação.

Um relatório das Sociedades Bíblicas Unidas aponta que o Brasil também liderou, em 2025, a distribuição de Bíblias completas impressas no mundo. Foram 3,37 milhões de exemplares distribuídos no país, à frente de Índia, China, Nigéria e Filipinas.

g1 visitou a gráfica para mostrar, passo a passo, como uma Bíblia é produzida: da preparação dos arquivos às enormes máquinas de impressão, passando pelo acabamento, até chegar à embalagem e à distribuição.


Tudo começa antes de o papel entrar na máquina

Gráfica que produz Bíblias em Barueri, Grande SP — Foto: Paola Patriarca/g1


Antes de chegar às máquinas, a produção de uma Bíblia passa pela etapa de pré-impressão. É nesse momento que os arquivos são preparados para que o conteúdo possa ser reproduzido no papel.


A diagramação depende do tipo de edição e da complexidade do livro. Uma Bíblia com notas, por exemplo, exige um trabalho diferente de uma edição mais simples. Segundo o diretor-presidente da gráfica, reverendo Erní Seibert, essa etapa pode levar semanas ou meses.

"Uma coisa é a diagramação. Essa diagramação depende da complexidade, se tem notas ou não, mas leva entre semanas ou meses. Pode ser alguns meses ou pode ser mais meses, mas é menos de um ano."

Quando se trata de uma tradução que ainda não existe, porém, o processo é muito mais longo. De acordo com Seibert, uma tradução bíblica séria não leva menos de cinco anos. "A tradução sempre é o [processo] mais demorado. Não é uma tradução bíblica séria se levar menos de 5 anos."


O papel precisa ser fino, mas resistente

Depois da preparação do conteúdo, um dos pontos mais importantes é o papel. A gráfica utiliza o chamado "papel-Bíblia", com gramatura de 28 gramas por metro quadrado. É um material mais fino e leve do que o papel offset utilizado em livros comuns, que costuma ter gramatura de 75 ou 90 g/m².

O Brasil não produz esse tipo específico de papel. O papel usado na produção das Bíblias é comprado da Europa e da Ásia. A gráfica importa o produto pincipalmente da Finlândia.

"A celulose que compõe tem que ser de fibra longa, senão ele arrebenta, e isso só o clima frio faz", diz o diretor.

Gráfica que produz Bíblias em Barueri, Grande SP — Foto: Paola Patriarca/g1


A gráfica utiliza cerca de 800 quilômetros de papel por dia. Seibert explica que o prazo para que o papel chegue à gráfica também interfere no planejamento da produção. A compra pode levar de dois a quatro meses, considerando a fabricação, o transporte e os procedimentos de entrada no país.

"Eu encomendo o papel e eles, provavelmente, vão fazer isso numa tiragem maior do que esses meus 10 mil livros que eu quero. Então, eu digo: 'São tantas toneladas' até eles fazerem o papel, despacharem, passar pela aduana do país de origem, passar pela aduana brasileira e chegar aqui. Isso leva no mínimo dois meses. Se não tiver nenhuma interrupção de guerra, se tiver navio à disposição, normalmente é de 2 a 4 meses."


Impressão é apenas uma parte do processo

Com o papel disponível e os arquivos preparados, começa a impressão. A gráfica tem 40 máquinas que conseguem produzir cerca de 27 mil páginas por minuto, considerando uma Bíblia média com 18 cadernos de 64 páginas.

O processo utiliza máquinas rotativas e planas. Na gráfica, são quatro rotativas destinadas à impressão de Bíblias. Mas a impressão não significa que o livro já esteja pronto. Uma Bíblia é formada por diversos cadernos, que depois precisam ser reunidos para formar o bloco de páginas.

"Uma Bíblia é composta por 12 cadernos, 17, depende do tamanho da letra, do tamanho da Bíblia. Então, esses cadernos, quando são impressos, são juntados e formam um bloco."


Cadernos são reunidos e costurados

Caderno passando pelo processo de costura na gráfica que produz Bíblias
em Barueri, Grande SP — Foto: Paola Patriarca/g1



Depois de impressos, os cadernos passam pelo colecionamento, etapa em que são reunidos na ordem correta. Em seguida, eles são costurados.

A costura é feita por máquinas automáticas com linha. Um caderno é unido ao outro, formando um bloco resistente ao manuseio. A escolha pela costura se dá devido ao peso e à quantidade de páginas da Bíblia.

A gráfica também possui controles para evitar que um caderno seja colocado no lugar errado ou fique faltando. Máquinas fazem a verificação durante o colecionamento, enquanto câmeras acompanham a etapa de costura.


Espessura das páginas

Como o papel é muito fino, um dos desafios é garantir que o conteúdo impresso de um lado não prejudique a leitura do outro. Seibert explica que as linhas precisam ser posicionadas de forma precisa.

"Como esse papel é muito fino, você consegue ver que do outro lado tem alguma coisa impressa, e a impressão vai para o outro lado. Agora, por que você consegue ler aqui sem problemas? Porque uma linha tem que ser impressa exatamente sobre a linha do outro lado."

Além do posicionamento da impressão, outros elementos gráficos ajudam na leitura, como o espaçamento entre as linhas e as margens.


Depois das páginas, vem a montagem

Gráfica que produz Bíblias em Barueri, Grande SP — Foto: Paola Patriarca/g1


Com os cadernos impressos, revisados e costurados, começa outra sequência de etapas: colagem da lombada, refile do bloco costurado, corte dourado ou pintura e impressão das bordas, montagem da capa e encadernação.

A encadernação pode variar de acordo com o modelo da Bíblia. Capas com zíper podem exigir trabalho manual, enquanto a encadernação de modelos em brochura e capa dura pode ser feita automaticamente.

Alguns detalhes também são feitos manualmente. É o caso dos índices colados na lateral das páginas para facilitar a localização dos livros.

"Quando você tem uma Bíblia que fecha com zíper, muitas pessoas conhecem isso, é tudo manual. Se você tem uma Bíblia que tem o nome dos livros colados ao lado, para a pessoa achar o livro mais fácil, tudo isso é feito de forma manual."


A capa também faz parte da produção


Capas de Bíblias produzidas em Barueri, na Grande SP — Foto: Paola Patriarca/g1


Para o diretor, a capa também tem a função de apresentar ao leitor o tipo de Bíblia que está dentro dela. Ao longo dos anos, diferentes modelos passaram a ser produzidos, com capas coloridas, jeans, modelos voltados para estudo, mulheres e crianças, por exemplo.

"A capa é o primeiro olhar que você lança sobre aquilo. Então, você olha essa capa e diz que é para um momento especial."

Seibert ressalta que a mudança nas capas acompanhou o desenvolvimento das artes gráficas e também os diferentes públicos. Segundo ele, durante muito tempo predominavam capas pretas ou marrons, assim como acontecia com outros livros.

"A gente dizia: a Bíblia pode ter qualquer cor de capa, desde que seja preta. Era uma piada que se fazia, porque a maioria das Bíblias era capa preta. Mas não eram só Bíblias. Todos os livros tinham capa preta ou marrom."

Um exemplo dessa transformação é a Bíblia com capa jeans, criada nos anos 1990. "A Bíblia jeans, essa foi mais ou menos nos anos 90 que a gente inventou, porque nós copiamos a ideia dos hispanos. Eles fizeram, e o jovem amou aquela capa."

Para o diretor, a escolha da capa também precisa considerar a cultura de quem vai receber o livro. "Se a cultura rejeita aquela cor, você pode pôr, e [a pessoa] vai rejeitar a Bíblia."

Nem todas as etapas da capa são feitas ali. Segundo Seibert, modelos que exigem impressão em quatro cores podem ser produzidos em outras gráficas, já que a unidade de Barueri não possui máquinas desse tipo.


Revisão em todos os processos

Gráfica que produz Bíblias em Barueri, Grande SP — Foto: Paola Patriarca/g1

E a preocupação com possíveis erros não termina na preparação do arquivo. Todos os processos, da tradução à encadernação, passam por revisões e há um checklist em cada etapa produtiva.

A conferência também é automatizada em parte do processo. Segundo Seibert, programas específicos conseguem identificar problemas como a ausência de palavras ou versículos.

"Vamos começar pelo texto, que tem pontos de revisão no texto. Hoje, isso é tudo feito computadorizado. Então, programas especiais dizem se faltou um versículo, se faltou uma palavra."

Além disso, há controles durante a montagem dos cadernos. "Tem outras revisões de cadernos para ver se estão no lugar. Então, tem uma marca gráfica que faz a leitura cada vez que passa, uma leitura ótica, e diz: está tudo certo."

A gráfica não faz uma inspeção página por página de cada exemplar. O controle ocorre durante as diferentes etapas da produção, com inspeções feitas pelos operadores e por equipamentos que verificam os padrões de qualidade.

Quando um defeito é encontrado, a tentativa é recuperar o exemplar durante o próprio processo. Se isso não for possível, o material é destinado à reciclagem.


Depois de pronta, a Bíblia segue para distribuição

Ao final de todas essas etapas, o livro está pronto para ser embalado e distribuído. A produção da gráfica abastece o Brasil e também outros países. Em 2024 e 2025, a unidade produziu, em média, 8 milhões de exemplares por ano.

Para Seibert, a continuidade da produção está relacionada à forma como diferentes pessoas, em diferentes culturas, se relacionam com o livro.


Da gráfica de Barueri para 122 países

A produção da unidade cresceu desde sua criação. Segundo Seibert, a gráfica foi planejada inicialmente para produzir 2 milhões de Bíblias por ano, mas a capacidade foi rapidamente ampliada pela demanda.

"Como a gente já fazia 1 milhão de Bíblias para o Brasil, ela foi planejada para fazer 2 milhões. A gente achava que ia explodir com 2 milhões em 10, 20 anos, mas em poucos anos já estávamos fazendo 4 milhões."

Hoje, a gráfica produz, em média, 8 milhões de exemplares por ano com previsão de chegar a 9 milhões neste ano.

Bíblia em português e japonês — Foto: Paola Patriarca/g1

Desde a fundação, foram produzidas 215 milhões de Bíblias. Cerca de 30% foram destinadas à exportação para outras Sociedades Bíblicas. Os exemplares produzidos em Barueri chegam a 122 países.

Seibert explica que a unidade acabou se tornando um centro de produção para outras Sociedades Bíblicas.

"Nós somos a maior gráfica dedicada a Bíblias. Tem outras gráficas que fazem Bíblias e outros livros, e são maiores que essa gráfica. Mas esse é um centro de produção de Bíblias, Novos Testamentos, e que a gente faz aqui é produzir exclusivamente Bíblias, por isso somos a maior neste ramo."


88 idiomas e Bíblia em braille

A unidade produz Bíblias em 88 línguas e também em braille. O português aparece em primeiro lugar entre os idiomas mais produzidos, seguido pelo espanhol.

Seibert conta que a gráfica também recebe trabalhos em idiomas menos conhecidos e citou como exemplo um Novo Testamento em uma língua falada por uma comunidade indígena no Pará, cuja tiragem foi de 500 exemplares.

Em alguns casos, antes mesmo da impressão é necessário um trabalho linguístico para registrar e estruturar a língua.


Mesmo com aplicativos, Bíblia impressa continua sendo produzida

A produção também passou a conviver com o crescimento das versões digitais. A Sociedade Bíblica do Brasil possui aplicativos, mas, segundo Seibert, o digital não eliminou a procura pela Bíblia impressa.

"O digital afetou de maneira diferente áreas do ser humano. Quer dizer, eu sempre digo, a maior diferença que você pode ver depois do digital nas Bíblias é a mudança do catálogo."

Segundo ele, o comportamento do leitor mudou e aumentou a procura por exemplares com letras maiores. E o digital acabou criando formas diferentes de uso do livro.

"Se você quer fazer uma consulta a um texto bíblico, o que está no Salmo 23, você vai no digital porque é muito mais prático, e o telefone está com você em qualquer lugar. Mas quando a pessoa quer ler a Bíblia, quer fazer uma leitura bíblica, uma leitura devocional, em casa ou com a família ou com o grupo, normalmente as pessoas usam a Bíblia [física]."


Livro mais lido, livro mais distribuído

Para o diretor, a Bíblia continua sendo o livro mais lido e distribuído do mundo porque conhece o ser humano e a alma humana é retratada ali:

"Os problemas humanos estão ali dentro e por isso ela continua sendo lida. Não é um livro que você lê e diz: 'Eu já li esse livro, vou ler outro'. Ela dialoga com o ser humano. Esta é uma das características da Bíblia, por isso que, nos momentos especiais da vida, como no luto, em uma guerra, casamento, formatura, nascimento de uma criança, a pessoa vai na Bíblia e encontra uma palavra que faz sentido."


Impressão de Bíblia em braille — Foto: Paola Patriarca/g1


Fonte: Portal G1

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Bora arrumar emprego nesta segunda?

 

BH tem mais de 1.200 vagas com salários de até R$ 3,7 mil 
há oportunidades para trabalhadores com e sem experiência


O Sistema Nacional de Emprego de Belo Horizonte (Sine BH) está com 1.260 oportunidades abertas nesta segunda-feira (10), para trabalhadores com ou sem experiência. Os salários podem chegar até R$ 3,7 mil, valor oferecido para a função de operador de máquinas de construção civil e mineração. As vagas com mais oportunidades são para auxiliar de logística, operador de telemarketing e construção civil. 

De acordo com o Sine BH, são oferecidas 573 oportunidades para quem já tem experiência e outras 395 para aqueles que ainda buscam uma colocação no mercado.

Detalhes sobre as vagas e como se inscrever estão disponíveis no site da prefeitura. Para acessar, clique aqui.


Agendamento

Os postos municipais do Sine estão atendendo os serviços de Seguro Desemprego e consulta às vagas de emprego de forma agendada, sem exceções. Para o cadastro, clique aqui.

Os serviços de intermediação de mão de obra e requerimento do seguro desemprego poderão ser solicitados também via aplicativo Sine Fácil e CTPS Digital, respectivamente, ou por meio do site empregabrasil.mte.gov.br.

Endereços:

  • SINE BH Resolve: rua dos Caetés, 342 - Centro
  • SINE Barreiro: rua Barão de Coromandel, 982 - Barreiro


Fonte: Jornal Hoje em Dia



sexta-feira, 17 de julho de 2026

Quando a sua mente pede socorro.

Hoje no dia que escrevo este texto, me deparei com um vídeo de uma senhorita muito bem sucedida por sinal, que relatava sua vida, e do porque havia pedido demissão de uma grande empresa conceituada, e de grande porte internacional de tecnologia, conta sua saga de vida brevemente, e relata sua experiencia de vida, desde o seu primeiro emprego até esse último, e relata como a inteligência artificial conseguiu saturar com o seu psicológico, sua vida, e suas relações sociais, quer saber mais, veja você também esta história, e entenda que sua vida nem sempre será um mar de rosas, mesmo que você tenha muita inteligência, nem sempre você estará preparado, pra viver, as situações complicadas do nosso cotidiano.

Eu falo por mim, já fui um pouco de tudo na vida, e fui programador web, nada de muito esplendoroso, porém trabalhar com o mundo da tecnologia é difícil e complicado, a gente ganha bem, porém se sente cada dia mais arruinado mentalmente, e isso é muito desgastante, esquecimento, nervosismo, aumento da arritmia cardíaca, estresse compulsivo, tudo isso vem por advento de você trabalhar com a tecnologia, não dá para brincar com tal situação, chega um momento que você entra em declive, hoje eu não me vejo trabalhando nessa área, pois é uma área que exige muito, mais muito mesmo, você se sente usado o tempo inteiro, porém só volta, doenças.

abaixo o video dela relatando isso estara bloqueado, pois ele tem direitos de imagem, ou seja o famoso direito autoral, porém você pode clicar no link aqui, ou simplesmente clicar no proprio video do youtube, que vai te levar direto ao seu canal, vai lá um relato que vale muito apena ouvir e ser compartilhado.







Fonte: RadNews / Canal BruLethy

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Paraná foi atingido por novo tornado com ventos de até 200 km/h, confirmam meteorologistas


Fenômeno foi registrado na cidade de Reserva. Informação é do Simepar, que classificou fenômeno como F2 - quando os ventos alcançam entre 180 km/h e 253 km/h. Paraná está na segunda região mais propensa a tornados no mundo.

Foto: Marrara Laurindo

Meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmaram que Reserva, cidade dos Campos Gerais do estado que fica a cerca de 220 km da capital Curitiba, foi atingida por um tornado no domingo (28).

O fenômeno foi classificado na Escala Fujita como F2, quando os ventos alcançam entre 180 km/h e 253 km/h e são capazes de provocar danos significativos, como árvores arrancadas pela raiz, destelhamentos, destruição parcial de edificações e lançamento de objetos a grandes distâncias. Entenda a classificação mais abaixo.


Segundo o Simepar, os ventos chegaram a 200 km/h na cidade.

No mesmo dia, fortes rajadas de vento, granizo e chuvas fortes atingiram várias regiões do estado - incluindo a comunidade rural de Imbú, em Reserva, onde moram cerca de 130 pessoas. No local, o temporal aconteceu na noite de domingo (28) e deixou um rastro de destruição, arrancando telhados e chegando a arrastar um carro.

A prefeitura contabilizou 11 casas com danos significativos e pelo menos 50 pessoas afetadas, sendo que 10 ficaram desalojadas e precisaram ir para a residência de parentes ou amigos e uma teve ferimentos leves. A vegetação ao redor e veículos de moradores também foram danificados pela força do vento e do granizo.

As análises sobre a possibilidade de tornado começaram na segunda-feira (29) e, nesta quarta (1), meteorologistas e técnicos do Simepar foram, ao lado de servidores da Defesa Civil Estadual, fazer um mapeamento aéreo da comunidade de Imbu para analisar a situação.


Eles conversaram pessoalmente com os moradores da região para entender como se comportou a tempestade e analisaram visualmente os danos que estudaram por meio de fotos e vídeos.

A equipe de geointeligência realizou sobrevoo na região com um drone com um sensor capaz de mapear toda a área atingida.

Após a conclusão dos trabalhos em Reserva, os técnicos devem vistoriar outros municípios onde há suspeita da ocorrência de tornados associados ao mesmo sistema meteorológico.



Identificação do tornado em Reserva, no Paraná

Segundo o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib, diversos indícios observados durante a vistoria confirmam a presença de um tornado e demonstram a força do fenômeno.


 Foto: Prefeitura de Reserva

"O levantamento preliminar identificou várias assinaturas características de um tornado. Encontramos árvores de grande porte arrancadas pela raiz, copas de araucárias completamente destruídas e destroços espalhados em diferentes direções, o que evidencia o movimento de rotação do vento. Também registramos galhos arremessados por dezenas de metros e uma placa de sinalização lançada a mais de 150 metros. Esses elementos nos permitiram classificar o fenômeno como um tornado F2, com ventos em torno de 200 km/h", explicou.


Além dos danos à vegetação, a análise considera o padrão de destruição deixado pelo fenômeno. Diferentemente das micro explosões atmosféricas ou de rajadas intensas de vento, em que os destroços costumam cair na mesma direção, os tornados deixam um rastro com sinais claros de rotação, observado pelos especialistas durante as inspeções em campo.


Classificação dos tornados

Existem duas formas principais de classificar tornados, a Escala Fujita (F) e a Escala Fujita Aprimorada (EF).

No Brasil, a versão aprimorada não é adotada oficialmente, e o Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados - quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno.


O Paraná está localizado em uma das regiões mais propensas à formação de tornados no planeta, segundo especialistas em climatologia. O estado ocupa o segundo maior corredor de tornados do mundo, atrás apenas das chamadas "pradarias centrais" dos Estados Unidos, que têm como característica relevo plano e áreas de baixas altitudes.


Especialistas avaliam estruturas atingidas, como casas, galpões, árvores e postes, para estimar a velocidade do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos.

A partir dessa estimativa, o tornado recebe uma classificação. Veja abaixo:

-Tornado F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h — danos leves;

-Tornado F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h — danos moderados;

-Tornado F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h — danos consideráveis;

-Tornado F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h — danos severos;

-Tornado F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h — danos devastadores;

-Tornado F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h — destruição extrema.

Histórico de tornados no Paraná

 

No fim de 2025 e começo de 2026, em um período de três meses, cinco tornados foram registrados no Paraná.

Os fenômenos foram registrados em Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava, Turvo, Mercedes e São José dos Pinhais.

No começo de novembro de 2025, na região central do Paraná, Rio Bonito do Iguaçu teve 90% dos imóveis destruídos durante um tornado de categoria F3 na escala Fujita, com ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h.

No mesmo dia, Guarapuava e Turvo, que ficam a 130 km e a 166 km de Rio Bonito do Iguaçu, também registraram estragos significativos. Nelas, os tornados foram classificados como F2, com ventos entre 200 km/h e 250 km/h.

No dia 2 de janeiro, um tornado com ventos de até 120 km/h foi registrado em Mercedes, no oeste do Paraná. O fenômeno foi classificado como F1.

Em São José dos Pinhais, o tornado também recebeu a classificação de intensidade como F2 na Escala Fujita. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os ventos chegaram a 180 km/h e o percurso foi de cerca de 1 km, não tocando o tempo todo no chão.

Paraná está no 2º maior corredor de tornados do mundo


Tornado em São Jose dos Pinhais - Foto: Reprodução


O fenômeno que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no dia 7 de novembro de 2025, é um exemplo de como a combinação entre massas de ar quente e frio torna o território paranaense mais vulnerável.

A especialista em tornados, Karin Linete Hornes, professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), explica que a área propensa a tornados engloba também os outros estados da região Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e partes do Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia.

"Nós temos sistemas convectivos de média escala que se formam lá no Paraguai, nós temos entradas de frentes frias, muitas vezes que estão associadas também a ciclones que acontecem principalmente no litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esses três fenômenos formam o combustível perfeito para a instabilidade da atmosfera e para a formação de tornados. Claro que, além de tornados, nós também temos vendavais e chuva de granizo, que estão associados a esses eventos de tempestade severa", detalha Hornes.


Fonte: G1 Paraná

quarta-feira, 17 de junho de 2026

BH entra em alerta para frio intenso até a próxima segunda-feira

Viaduto Santa Tereza no centro de Belo Horizonte

Uma massa de ar polar vai derrubar as temperaturas e intensificar o frio em Belo Horizonte nos próximos dias. Conforme alerta emitido pela Defesa Civil municipal, nesta quarta-feira (17/6), a capital mineira deve registrar mínimas em torno de 12°C até a próxima segunda-feira (22/6).


De acordo com o órgão, as baixas temperaturas vão ocorrer principalmente nas primeiras horas do dia.

 

Veja as recomendações da Defesa Civil para o tempo frio:

- Hidrate-se;⠀⠀

- Evite banhos com água quente, para não potencializar o ressecamento da pele, se necessário use hidratante;

- Realize atividades físicas utilizando agasalho;

- Em ambientes fechados e com aglomeração de pessoas, mantenha as janelas abertas para ventilação. Isso pode evitar propagação de doenças típicas desta época do ano;

- Procure um especialista em caso de problemas respiratórios.

Proteja-se e se agasalhe bem, evite o pior sempre, a sua saúde está em primeiro lugar, e que Deus nos abençoe nestes dias com frios intensos.

 

Fonte: O Termpo / RadNews


domingo, 24 de maio de 2026

Apenas 8 rotas no mundo têm mais de 100 voos por dia.

Aeroporto Santos Dumont na cidade do Rio de Janeiro no Brasil.

No mundo todo, apenas oito rotas têm uma média de mais de cem voos diários. Isso corresponde a mais de quatro voos por hora ligando dois aeroportos únicos.

Os dados são uma compilação feita pela consultoria britânica OAG, especializada em inteligência do setor aéreo.


Veja o ranking:

1. Jeju - Seul (Coreia do Sul): 194 voos por dia (14,3 milhões de assentos ofertados por ano).
2.      Melbourne - Sydney (Austrália): 134 voos por dia (8,9 milhões de assentos ofertados por ano).
3.      Jidá - Riad (Arábia Saudita): 130 voos por dia (9,8 milhões de assentos ofertados por ano).
4.      Hanói - Cidade de Ho Chi Minh (Vietnã): 123 voos por dia (11 milhões de assentos ofertados por ano).
5.      Fukuoka - Tóquio (Japão): 113 voos por dia (11,4 milhões de assentos ofertados por ano).
6.      Sapporo - Tóquio (Japão): 109 voos por dia (12 milhões de assentos ofertados por ano).
7.      Mumbai - Délhi (Índia): 107 voos por dia (7,6 milhões de assentos ofertados por ano).
8. São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont): 103 voos por dia (5,1 milhões de assentos ofertados por ano).

Todos os dados são da OAG, apenas a quantidade de assentos ofertados por ano da rota entre São Paulo e o Rio de Janeiro é da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil.

Ponte aérea

A ponte aérea Rio-São Paulo se destaca no ranking devido à quantidade de decolagens realizadas, mas não pela quantidade de assentos ofertados. Mesmo estando em oitavo lugar no ranking, a conexão brasileira não está sequer entre as maiores em número de assentos ofertados no mundo, e nem é a maior da América Latina.

Na região, a ligação entre Bogotá e Medellín (Colômbia) teve 6,2 milhões de assentos ofertados em 2025, por exemplo.

Considerando que os aeroportos Santos Dumont e de Congonhas operam entre 6h e 23h, e que foram realizadas 103 operações por dia em 2025, são cerca de 6,3 voos por hora conectando os dois locais.


Limitações

Congonhas pode realizar 44 pousos e decolagens por hora, sendo 40 para a aviação comercial regular e quatro para a aviação não regular e aviação geral (táxi-aéreo, aeronaves particulares, operação aeromédica, entre outras). O Santos Dumont, por sua vez, pode operar 29 pousos e decolagens por hora, sendo 23 para a aviação comercial regular e seis para as demais modalidades de voo.

Mais do que essas limitações, o tamanho das pistas impõe limites para que aviões maiores sejam usados. Com isso, é comum que os voos sejam feitos com aviões menores da família Airbus A320 (Latam) ou Boeing 737 (Gol). Ainda, é comum que os Embraer da família E2, operados pela Azul, também sejam usados nessa rota.

Como eles têm uma capacidade inferior, precisariam realizar mais voos para transportar a mesma quantidade de passageiros que nas rotas realizadas nos países asiáticos, onde é comum que aviões maiores, como os de fuselagem larga que levam mais de 200 passageiros por voo, realizem rotas domésticas.


Fonte: RadNews / Uol


sábado, 23 de maio de 2026

MG cria lei para proteger crianças e adolescentes de conteúdos inadequados

 

O texto também trata da proteção da imagem de crianças e 
adolescentes no ambiente digital

O governador Mateus Simões (PSD) sancionou, nesta sexta-feira (22/5), a lei que estabelece diretrizes para proteção de crianças e adolescentes contra conteúdos considerados inadequados à etapa de desenvolvimento. A norma foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). 

A legislação prevê medidas voltadas à prevenção da exposição de menores a conteúdos pornográficos, violentos, discriminatórios ou que incentivem atividades criminosas. O texto também trata da proteção da imagem de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Entre as diretrizes da nova lei estão a proteção integral da dignidade de crianças e adolescentes, o respeito à condição de pessoa em desenvolvimento psicossocial e a prevenção ao abuso, exploração e assédio sexual. A norma determina ainda que eventos promovidos ou financiados pelo Estado deverão divulgar previamente a faixa etária recomendada ao público.

 A lei também estabelece mecanismos para denúncias. Qualquer pessoa poderá representar ao Ministério Público de Minas Gerais ou a órgãos da administração estadual para comunicar possíveis violações.

Nos casos de divulgação de conteúdo considerado inadequado em meios impressos ou digitais, a plataforma ou veículo responsável deverá retirar o material do ar em até 24 horas após a constatação da irregularidade. Se isso não ocorrer, poderá haver aplicação de multa administrativa, além de multa diária em caso de descumprimento continuado.

O texto ainda prevê maior transparência nas escolas estaduais, ao determinar a disponibilização dos projetos político-pedagógicos para pais e responsáveis de alunos da rede pública. Segundo a lei, também deverão ser observados princípios como liberdade de crença, diversidade cultural e oferta de informações sobre saúde sexual e reprodutiva adequadas à idade e escolaridade dos estudantes. O governo estadual terá prazo de 90 dias para regulamentar a nova legislação.


Fonte: O Tempo / RadNews


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Rede Mário Penna inicia atendimentos no Hospital Regional de Teófilo Otoni

Hospital Regional de Teófilo Otoni/MG

 

A Rede Mário Penna deu início, no dia 18 de maio, ao funcionamento do Hospital Regional de Teófilo Otoni, ampliando a oferta de serviços de saúde pública para toda a região. A abertura acontece após o recebimento oficial das chaves da unidade e marca o começo da realização gradual de exames diagnósticos para a população.

Nesta primeira etapa, o hospital inicia os atendimentos com um moderno parque tecnológico voltado para exames de imagem e diagnóstico. Entre os equipamentos já em operação estão dois tomógrafos computadorizados de última geração, mamografia, raio-X digital fixo e raio-X móvel, permitindo mais agilidade, precisão e segurança no atendimento aos pacientes.

A unidade também deverá ampliar os serviços nos próximos meses com a implantação de ultrassom e ressonância magnética. Segundo a Rede Mário Penna, o objetivo é reduzir filas de exames e fortalecer o atendimento de média e alta complexidade para os municípios dos vales do Mucuri e Jequitinhonha.

O hospital já recebeu cerca de R$ 24,8 milhões em equipamentos entregues pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde. Além disso, aproximadamente R$ 120 milhões também foram repassados através de convênio para estruturação e aquisição de novos equipamentos.

O Governador de Minas, Mateus Simões (à esquerda) e o Diretor-Presidente do Mario Penna, Marcos Antônio Vieira (à Direita)

Com mais de 22 mil metros quadrados de área construída, o Hospital Regional contará futuramente com 427 leitos, incluindo internação adulta e pediátrica, maternidade, UTIs adulto e neonatal, além de setores especializados como neurocirurgia, ortopedia, tratamento de queimados, atendimento para AVC e maternidade de alto risco.

A expectativa é que a unidade beneficie mais de 800 mil pessoas de mais de 50 municípios, reduzindo deslocamentos para outros centros de atendimento e fortalecendo a rede pública de saúde do interior de Minas Gerais.

No dia da abertura, autoridades estaduais, municipais e representantes da Rede Mário Penna acompanharam o início das atividades da unidade hospitalar.

Este era um sonho da população regional de Teófilo Otoni, pois todos os exames de maiores complexidades, cirurgias e internações graves, eram feitas em Belo Horizonte/MG, a obra ficou parada por 9 anos, e a nova gestão estadual deu inicio as obras que se finalizaram em Dezembro de 2025 oficialmente, porém só agora esta funcionando devido a alguns fatores, a população merece isso tudo e um pouco mais devido ao sofrimento por uma saúde de qualidade e “gratuita”.


Video exclusivo de primeiro atendimento no Hospital Regional de Teófilo Otoni.


Abaixo uma materia especial feita pela TV Leste sobre o hospital e como vai 
funcionar o atendimento no local.




Última atualização na matéria ás 11h21 do dia 22/05//2026


Fonte: RadNews / Mário Penna/ Diário de Teófilo Otoni / TV Leste

Polícia Civil apreende 200 mil figurinhas falsificadas da Copa do Mundo

 

200 mil figurinhas apreendidas no RJ

Cromos serão submetidos à perícia e, posteriormente, inutilizados, por violarem direitos de imagem e do consumidor.

A Polícia Civil apreendeu, na noite da última quinta-feira (21), um carregamento com 200 mil figurinhas falsificadas do álbum da Copa do Mundo.
Os agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) localizaram o material no compartimento de carga de um ônibus, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
As figurinhas serão submetidas à perícia e, posteriormente, inutilizadas, por violarem direitos de imagem e do consumidor.
A investigação segue em andamento para apurar a rota de circulação das falsificações, identificar o local de produção e esclarecer como o material seria distribuído.

Fonte: G1

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Bomba caseira explode em escola no Rio de Janeiro


Feridos na explosão em escola de Belford Roxo — Foto: Reprodução

O incidente foi no Ciep Lasar Segall, no bairro Areia Branca. A Secretaria Estadual de Educação apura como a bomba parou no colégio— se foi levada por alunos ou se foi deixada por outras pessoas.

Uma bomba caseira explodiu em uma escola pública em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e deixou pelo menos 10 jovens feridos na manhã desta desta sexta-feira (8). O incidente foi no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Lasar Segall, na Rua Porto Sobrinho, no bairro Areia Branca.

Um dos feridos na explosão em escola de Belford Roxo — Foto: Reprodução

As vítimas têm entre 13 e 15 anos e receberam atendimento no Hospital Municipal de Belford Roxo. Por volta das 11h30, todos receberam alta e foram levados para a 54ª DP (Belford Roxo) para depor.


“Foi um grande susto. Está tudo sob controle, as crianças estão bem, as famílias das crianças estão bem”, disse a prefeita Mariana Malta.


O Ciep Lasar Segall, em Belford Roxo — Foto: Reprodução

As vítimas tiveram ferimentos nos pés, nas pernas, no abdômen e no rosto. Outros relataram incômodo no ouvido e perda momentânea de audição.

Não a mortos no ataque nem feridos gravimente, a policia investiga o caso, as imagens das câmeras da escola publica já foram entregues, a escola encerrou o expediente por volta das 12h00 e  liberou os alunos, a policia civil fez uma varredura para buscar possiveis novos artefatos explosivos, porém não foram encontrados mais nenhum.

Segundo informações essa bomba caseira havia pregos, porcas e parafusos, com polvora dentro de um tubo de PVC.

Saiba mais clicando aqui


Redação RadNews / G1